A história do Município de Belo Horizonte inicia-se no século XVII com a fixação do bandeirante João Leite da Silva Ortiz nas terras delimitadas entre o pé da Serra do Congonhas até a lagoinha. Neste Local, favorecido pela topografia, Ortiz inicia a atividade agrícola e pastoril que promove o desenvolvimento da área tornando-a centro de abastecimento e produção num setor pouco explorado já que o espírito da época estava voltado para exploração do ouro.
Este local, denominado "Cercado", fora definitivamente concedido em documento através da Carta de Sesmaria aquele bandeirante, em 19 de janeiro de 1711, pelo então governador Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho. Fica portanto registrado na história que, oficialmente, foi João Leite da Silva Ortiz, bandeirante, natural de São Francisco, Estado de São Paulo. O primeiro homem civilizado a habitar e possuir o local onde hoje está situada a capital de Minas Gerais.
Mais Tarde, com o desenvolvimento de sua produção, "Cercado" transforma-se num centro de atração de outros povoados passando a ser denominado "Curral d`El Rey" pôr ali existir um curral onde pernoitava o gado destinado ao pagamento da taxas reais.
"Curral d`El Rey "abastecia as grandes minerações da zona do Rio das velhas e via aumentar sua população com a chegada dos forasteiros. Como Distrito de Ordenhança, teve com Capitão o próprio Ortiz, nomeado a 02 de fevereiro de 1714 pelo governador, D. Braz de Baltazar.
A 06 de abril de 1714, com a formação das três primeiras Comarcas de Minas, "Curral d`El Rey " fica pertecendo à Comarca do Rio das Velhas, cuja a sede era Sabará.
Com a Proclamação da República e conseqüente divulgação de novas idéias, os moradores de "Curral d`El Rey"sentiram a necessidade de mudar o nome do distrito. Foram indicados: Terra Nova, Santa Cruz, Nova Floresta, Cruzeiro do Sul e Novo Horizonte, sendo este último, pelo Capitão José Carlos Vaz de Mello, o mais aceito, não sem sofrer uma importante alteração sugerida pôr Luiz Daniel Cornélio de Cerqueira que propõe o nome Belo Horizonte.
Ainda como conseqüência do novo regime de governo instaurado no País, pensou-se em transferir a Capital mineira de Ouro Preto para Belo Horizonte, lugar de maior expressão econômica. Esta idéia tomou consistência maior no governo provisório do Dr. Augusto de Lima, mas sua concretização só se deu no governo seguinte, do Dr. Afonso Augusto Moreira Pena,. Que incumbiu o Eng. Paraense Aarão reis, de organizar e dirigir uma comissão de estudos para a mudança da Capital.
Formada a comissão, iniciou-se o processo de construção da nova Capital, comandada após o pedido de demissão de Aarão Reis, pôr Francisco de Paula Bicalho.
A idéia de mudança da Capital, entretanto, não foi aprovada pelo povo ouropretano que resistia contrariamente à decisão até o último instante, ou seja, até a inauguração da nova Capital em 12 de dezembro de 1897.
A nova Capital que já contava com uma considerável expansão de diversas pequenas indústrias que ali se instalavam, teve a industrialização como fator importante para o seu desenvolvimento.
Já pôr volta de 1912, contava com um apreciável parque industrial no qual predominavam as indústrias médias que foram se expandindo até a formação da Zona Industrial de Belo Horizonte, composta pôr mais de vinte empresas. Em conseqüência da industrialização, surgiram e se desenvolveram os setores comerciais e de prestação de serviços.
Hoje, Belo Horizonte é o terceiro centro urbano do País. Uma metrópole que abriga uma população de aproximadamente 2,5 milhões de habitantes e na juventude de seus 99 anos de fundação trabalha na busca de um desenvolvimento maior e na possibilidade de ser, ainda mais, uma cidade saudável e acolhedora.
Esperança
"Ao completar 80 anos, Belo Horizonte não tem qualquer motivo para festas. A primeira cidade planejada do Brasil transforma-se numa balbúrdia urbana, habitada por um caótico aglomerado humano com mais de l milhão e meio de habitantes. Trânsito congestionado, deficiências de saneamento básico, alta taxa de mortalidade infantil, proliferação de córregos a céu aberto e o deficiente transporte urbano, são alguns dos tormentos dos belo-horizontinos. A Pampulha se encontra às vésperas de virar um monturo. A previsão de um inferno urbano está estampada em todos os jornais. Belo Horizonte começa a se tornar inviável.
Na chama do amor de seu povo, está sua esperança de salvação.
Nos anos 80 os problemas passam a exigir, dos órgãos responsáveis pelo planejamento urbano, uma postura mais clara e objetiva. A arquitetura percebe os altos custos energéticos e ambientais das torres de cristal da década passada, verdadeiras estufas que ofereciam pouco conforto aos seus usuários. Mudam os valores e os requisitos. Prédios residenciais passam a ocupar as antigas áreas de chácaras da zona suburbana do plano original de Aarão Reis, com o cuidado de preservar a vegetação dos pomares.
Na Praça da Liberdade, a geometria da forma nas linhas de duas épocas: a cúpula do coreto dialoga silenciosamente com o neobarroco de Oscar Niemeyer.
A mudança de mentalidade reflete-se numa postura mais sensível diante da preocupação ecológica.
Surge, com força expressiva, um movimento entre os arquitetos, que busca questionar e superar a influência modernista dos anos 40, apropriando-se de novos materiais e apresentando novas soluções formais. A cidade entra na era do pós-moderno, buscando atualizar-se.
No entanto, a crise econômica vai acabar se refletindo no mercado imobiliário. Brotam novas frentes de expansão periférica, descontínuas e distantes dos espaços centrais. Na área habitacional, restam às populações de menor poder aquisitivo as soluções de favelas e loteamentos sem qualquer padrão. Se, em 1981, a população favelada rondava os 300 mil habitantes vivendo em precárias condições, em 1988 temos aproximadamente o dobro desse universo humano,que pressiona o poder público contra o desfavelatnento, obrigando o surgimento de propostas de urbanização e legalização de posse dos terrenos.
"Esta cidade tem umas 148 a 156 favelas, não estou bem certo. Esse povo todo representa mais de 15 % do total da população. E há 1 milhão de pessoas vivendo em estado de miséria. Eu moro na favela do 'Buraco Quente'. Acho que Belo Horizonte chegou no ponto de parar. O jeito é fazer outra cidade. Não sei como esses quase 3 milhões de habitantes vivem. Estou apavorado com essa situação."
Chico Nascimento, líder comunitário
As Praças
As praças, em sua grande maioria, estão sob o peso do vazio e do silêncio. A primitiva idéia grega - a platéia democrática do encontro e do convívio - é agora o corpo do inútil. Na modernidade, um reduto da ausência. A capital testemunha, há uns 30 anos, essa perda de função e identidade da praça onde antes se cultivava a espontaneidade do diálogo e do comércio informal.
Os espaços livres - prolongamento direto ou indireto das habitações - são hoje, regra geral, rótulas do fluxo de tráfego opressor e indiscriminado. Nossas praças não mostrarn mais a face do lugar reservado ao verde permanente, à sombra mágica das amendoeiras, fícus, salgueiros ou espatódias, à abertura apropriada aos bancos e ao sol acolhedor, ao lazer e à fantasia dos jogos das crianças.
Em Belo Horizonte a praça está muda. Perde seu significado real e simbólico, diante da transformação da máquina social em busca do consumo: o shopping conter agora é a praça.
Resta, talvez, um réquiem à maioria das praças da cidade. À exceção da Praça da Liberdade, que nos fins-de-semana ganha alegria solta, espontaneidade e comunicação, entre flores, artesanato, cerveja e música; ou mesmo da Praça do Papa, assentada em chão de ferro, enquanto espia as pipas no ar do seu próprio espaço, ante o roxoazul dos contrafortes da Serra do Curral, mas que, ainda assim, semi-habitada, chora o vazio das sombras do verde. A aridez é feita de hematita e abandono. Hoje, canta em tom grave toda a nossa incapacidade de recriar, de propor soluções mais sensíveis e profundas. E, sobretudo, um certo desamor da maioria da nossa gente pela cidade onde vive, trabalha e ama.
Crescimento
Em seus primeiros 30 anos de existência, Belo Horizonte conhece o doce e amargo sabor do progresso. Ao mesmo tempo em que provoca borbotões de versos e rimas em seus poetas parnasianos que enaltecem suas qualidades alvissareiras, a cidade justifica alguns comentários sobre a solidão e o vazio de suas largas avenidas e vastas praças com artísticos coretos. Denunciando esse abandono, a revista Vita, em edição de setembro de 1913, em artigo sem assinatura, questiona: "Belo Horizonte tem tudo: avenidas, praças, passeios belíssirnos, prado de corridas, campo de futebol, teatro, enfim, todos os divertimentos de uma cidade civilizada. De que valem, porém, esses divertimentos, se eles estão abandonados?"
Em permanente estado de vertiginoso crescimento, a cidade surpreende, empolga, assusta e inibe. Expande-se desordenada e freneticamente. Começa a contrariar o Plano Original em diversos aspectos. Cresce da periferia para o centro e já conta com quase 40 mil habitantes. Mas Belo Horizonte ainda é motivo de orgulho e admiração. E também de extrema preocupação.
Uma febre de construções toma conta da cidade. Surgem problemas de fiscalização, obras de mau- gosto, necessidades de exames mais apurados dos projetos urbanos. É preciso diagnosticar padrões, organizar o desenvolvimento e, principalmente, ficar atento à destruição de seu passado que vem na avalanche da construção de seu presente.
O crescimento intenso, marcado muito mais pela ação especulativa do que pela sua ocupação, acentua a dispersão da população. No início da década de 30, Belo Horizonte já conta com 140 mil habitantes, o que gera uma crise de carência de serviços públicos, demandando um novo planejamento, na tentativa de recuperar a imagem de cidade modema.
"Belo Horizonte já não tem mais aquele ar de coisa inaugurada, o tempo já patinou a cidade, o aspecto de feira internacional desapareceu. Hoje o forasteiro não 'vê' mais Belo Horizonte, porque a vive. A cidade não é mais um problema de urbanização forçada, que atrai nossa curiosidade e nossa crítica. Hoje, Belo Horizonte é uma cidade como as outras; e o que ela tem de excepcional, ou de melhor, não são teorias aplicadas - as próprias teorias foram patinadas pelo tempo e desapareceram - mas conquistas profundamente humanas."
Mário de Andrade, escritor
No início da década de 40, Belo Horizonte conta com 220 mil habitantes, bem mais do que previa o Plano Original da Comissão Construtora. Começam a surgir algumas idéias e alguns incipientes planos diretores que buscam reorganizar a cidade e permitir sua expansão racional. É um período em que a cidade passa por intensa modernização. Abrem-se novas avenidas de fundo de vale, altera-se o sistema de transportes e são realizados grandes investimentos no sistema viário.
Tenta-se cadastrar a cidade. Aos técnicos e profissionais são exigidos o zelo e o cumprimento de uma ação conjunta que possibilite a retomada do desenvolvimento organizado. A crise habitacional passa a figurar como verdadeiro cataclismo social.
Ao mesmo tempo, o pensamento modernista brasileiro encontra aqui o espaço ideal para se desenvolver. Oscar Niemeyer inaugura o gesto ousado do novo em seus projetos para o Complexo de Lazer da Pampulha, o Conjunto JK na Praça -Raul Soares, o Edifício Niemeyer na Praça da Liberdade e o Colégio Estadual, no bairro de Santo Antônio.
[Avenida Afonso Pena, principal artéria da cidade ainda com seus ficus generosos. Sua reta geometria conduz ao seu mais perene símbolo: A Serra do Curral. ]
Em 1946, a Capital alcança os 300 mil habitantes. A impressionante onda de construções confunde-se com o progresso e a imprensa ufanista registra os fatos como conquistas de um espírito empreendedor. A estatística alarmante disfarça o abismo da especulação imobiliária com adjetivos grandiloqüentes e vaidosos.
No entanto, sob o foguetório que enfeita o orgulho superficial do belo-horizontino, se revela a verdadeira face da desorganização social de uma cidade que perdeu o controle de si mesma. Ao completar 50 anos, com 350 mil habitantes, Belo Horizonte grita por socorro. O caos urbano está apenas começando. O presente torna-se a antevéspera do pesadelo.
"Um grito porém é preciso dar. Até quando viveremos assim, entregues à própria sorte, criança desamparada, sem um plano, uma rota a guiar os nossos passos? Até quando crescerá Belo Horizonte sem um plano diretor, sem uma comissão de técnicos capazes?
Sylvio de Vasconcellos, urbanista
"O que caracteriza uma cidade não é somente o dinamismo que constrói arranhacéus e enche as ruas centrais de veículos e gente; também é, sobretudo, a higiene de suas ruas e bairros, o conforto das casas, o panorama urbanístico dos pontos mais afastados, a limpeza das vias públicas, sua exala harmonia construtiva, seu aspecto e sua expressão de civlização, esse sutil sentido humano, muito peculiar e tradicional a cada cidade e a cada povo."
Renato Santos Pereira, jornalista
"A partir da década de 50, sente-se a influência das cidades americanas e os efeitos do pós-guerra. A cidade abre espaços para a era do automóvel e da indústria automobilística brasileira, acelerando as transformações do seu desenho urbanístico. A verticalização do Centro da jovem metrópole predomina e se espalha pelos tradicionais bairros de classe média."
Maurício Andrés Ribeiro, arquiteto
Nos anos 50 desencadeia-se o processo de metropolização da cidade e o estreitamento das relações intra-regionais. A ocupação progressiva da Cidade Industrial de Contagem intensifica o ritmo de crescimento urbano e imprime à cidade um dinamismo sem precedentes. Todos esses fatores provocam forte processo de migrações, que auxffia a formação de uma área conturbada e envolve vários municípios num tecido urbano contínuo e inseparável.
Belo Horizonte espalha-se em todas as direções. A periferia que se forma neste novo contexto industrial urbano apresenta um padrão de extrema precariedade que traz a marca do improviso, do inacabado e da carência absoluta, caracterizando-se como simples espaço de reprodução da força do trabalho, totalmente excluído da fruição do urbano.
No final dos anos 50 e início dos anos 60 são realizadas pesquisas sobre a estrutura .urbana da cidade, na tentativa de compreender e avaliar seus problemas. Os relatórios destacam a grave situação referente aos níveis de vida da população belo-horizontina, onde 47% encontram-se em condições sub- humanas. As deficiências são muitas: sistema de água e esgoto, condições de habitação, assistência médica, socorro de urgência, equipamento escolar formam o mais puro e imparcial retrato do caos.
O alarme é dado.
"Tomemos Belo Horizonte: é atualmente a cidade que mais cresce no mundo. Foi, de princípio, planejada. E depois? Entregue à matroca! Todo o município da Capital já está completamente loteado (não urbanizado, convém frisar). Todos os municípios vizinhos, nas áreas limítrofes da cidade, já estão, por sua vez, também loteados. No entanto, nenhuma, absolutamente nenhuma providência foi tomada para a ordenação dessa expansão tão fabulosa."
Sylvio de Vasconcellos, urbanista
As décadas de 60 e 70 vêem surgir, com a explosão urbana, a evolução tecnológica e a ideologia do milagre brasileiro, uma arquitetura modernosa que abriga o pastiche do colonial. A parafernália de estilo brota nos mais diversos quadrantes da cidade. As antigas casas dos funcionários e os sobrados característicos de seus primeiros anos são demolidos. A cidade intensifica sua verticalização. Surgem novos bairros, com alta densidade populacional e pouquíssimas áreas de fazer. O centro urbano tem 1/4 de sua área total transformada em estacionamento. O sistema viário é insuficiente para escoar o trânsito cada vez mais sufocado. O estilo internacional, com torres de concreto e vidro, ocupa seu espaço na arquitetura da cidade. Instalarn-se os shopping centers, à la americana, prolongamento natural das áreas urbanas dedicados ao consumo comercial.
É nesta época que Belo Horizonte tem desfigurada uma de suas mais importantes referências espaciais, seu verdadeiro e natural cartão-postal: a Serra do Curral, cujo perfil é alterado em conseqüência da exploração do minério de ferro. Em nome da modernização sem alma e sem espírito, a cidade vê somar, à perda de importantes marcos de sua memória histórico-cultural, a mutilação de sua principal referência e limite visual.
"A década de 70 vem revelar uma arquitetura traçada para o comércio e a indústria, onde a vitrine para a via pública e o apelo do grafismo procuram chamar a atenção dos consumidores. Mas é uma arquitetura do efêmero, pouco duradoura e fiel às tendências volúveis do consumo e da moda do momento."
Maurício Andrés Ribeiro, arquiteto
"Vítima de um crescimento desordenado, Belo Horizonte está se tornando, infelizmente, um exemplo de como não deve ser uma cidade, pois vista como a vemos, em grande plano, é deprimente, absolutamente desumana."
Radamés Teixeira, urbanista
O Bar
Ao contrário da praça, o bar é um observatório antropomórfico. Entre o tilinrar das garrafas, o perfume das belas mulheres e o vozerio ensurdecedor das idéias delirantes, esboça-se o retrato do mineiro belo-horizontino, sócio perpétuo dessas mesas rútilas. Um universo inteiro desvendado a cada gole de cerveja, caipirinha e cachaça. Um incessante perscrutar de mistérios e desejos. Visto do bar, o duro panorama de minério e argainassa dilui-se na suave premonição dos visionários. A cidade se reinventa e ganha espírito. Novos e surpreendentes bailados surgem na coreografia interminável de gestos, olhares, poses e risos.
No bar o mineiro explode seu ritual profano de prazer e alegria, na convivência afetiva, efervescente, propícia ao encontro e ao confronto saudável das ideologias.
Ao contrário da praça, o bar é um laboratório de invenções. Nele se multiplica, em variadas cores, a alma do mineiro: o amarelo das angústias, a poesia branca, o cinza das derrotas, a paixão púrpura, o azul das idéias, o vermelho das conquistas, a espera verde e o negro da ansiedade, estilhaçado em miríades de cristais no prisma ardente do amor.
Em nome do mundo, o belo-horizontino transborda para o espaço exterior. Abre-se, aproxima-se, dá-se, exige o mesmo despudor com que anuncia o destampar de mais uma garrafa, o nascer de mais uma aventura. O mineiro de BH é um bar-vivant. Adora as luzes mornas, os olhos vidrados, o falatório sem fim, a noite fatal, as mulheres lânguidas, até que a madrugada chegue com seu milagre e seu encantamento.
No bar o tempo é uma falácia, a vida é magnífica e o amor é possível. No bar o fim do mundo é adiado, a lágrima é permitida e o desejo é indiscreto. No bar a esperança é infinita, o perdão é saboroso e a beleza reina absoluta. No bar todos estão vazios e a conspiração é pública.
O bar é o segundo lar do mineiro.